Com a evolução da odontologia digital, o escaneamento intraoral passou a fazer parte da rotina de muitos profissionais. Mas, apesar da mudança de tecnologia, alguns princípios continuam muito semelhantes aos utilizados na moldagem convencional.

Nesta dica clínica, o Dr. Leonardo Ribeiro, Opinion Leader Medens, explica a diferença entre o scan body e o transferente analógico, mostrando a função de cada componente e como eles participam da transferência das informações do implante para a etapa protética.

Moldagem convencional e fluxo digital: mais semelhantes do que parecem

Quando pensamos em moldagem convencional e escaneamento intraoral, é comum imaginar dois processos completamente diferentes. Na prática, porém, ambos possuem o mesmo objetivo: registrar com precisão a posição do implante para que essa informação possa ser utilizada na construção da prótese.

O que muda é principalmente a maneira como essa informação é capturada e transferida.

Na moldagem convencional, esse processo é realizado com o auxílio do transferente analógico. Já no fluxo digital, entra em cena o scan body.

O que é o transferente analógico?

Na moldagem convencional sobre implantes, o transferente é o componente utilizado para reproduzir a posição do implante na moldagem.

Ele funciona como uma referência da situação encontrada na boca do paciente, permitindo que a posição do implante seja transferida para o modelo físico utilizado nas etapas laboratoriais.

De forma simplificada, podemos representar o processo assim:

Transferente → Moldagem → Modelo físico → Planejamento protético

O que é o scan body?

No fluxo digital, o princípio é semelhante, mas a transferência da informação acontece por meio do escaneamento intraoral.

Após a remoção do cicatrizador, o profissional instala o scan body sobre o implante. O scanner registra a geometria desse componente juntamente com as estruturas ao seu redor, gerando as informações que serão enviadas para o ambiente digital.

No software, o scan body é reconhecido a partir de uma biblioteca digital correspondente. Dessa forma, sua posição funciona como referência para determinar a localização e a orientação do implante e dar continuidade ao desenvolvimento do trabalho protético.

O fluxo pode ser representado da seguinte maneira:

Scan body → Escaneamento intraoral → Software → Modelo digital → Planejamento protético

Scan body ou transferente: qual é a diferença?

A principal diferença está no fluxo de trabalho escolhido.

O transferente é utilizado no processo convencional, no qual as informações são registradas por meio de uma moldagem e posteriormente reproduzidas em um modelo físico.

O scan body desempenha uma função semelhante dentro do fluxo digital. Nesse caso, a posição do implante é registrada pelo scanner intraoral e interpretada pelo software para a construção do modelo digital.

Ou seja, a tecnologia muda, mas existe um princípio em comum: transferir com precisão a posição clínica do implante para o ambiente em que a prótese será planejada e desenvolvida.

A importância de conhecer cada componente

A digitalização não elimina a necessidade de compreender os fundamentos da Implantodontia. Pelo contrário: para aproveitar os benefícios das novas tecnologias, é importante entender a função de cada componente dentro do fluxo clínico.

Reconhecer as diferenças entre scan body, transferente, cicatrizador e demais componentes ajuda o profissional a selecionar corretamente cada peça e a conduzir as diferentes etapas do tratamento de maneira mais previsível.

Sistema HIS: versatilidade para a rotina clínica

O Sistema HIS Medens foi desenvolvido pensando nas diferentes etapas da rotina implantodôntica, reunindo soluções para os fluxos cirúrgico e protético.

Conhecer os componentes disponíveis e suas indicações é parte fundamental para explorar as possibilidades do sistema e integrar diferentes recursos à prática clínica.

Quer conhecer mais sobre o Sistema HIS e suas soluções protéticas?

Acesse os conteúdos da Medens ou fale com um de nossos consultores para saber mais.

Fale com um consultor