Na implantodontia, instalar o implante é apenas uma parte do tratamento. Depois do procedimento, uma questão importante acompanha o profissional: como avaliar a estabilidade do implante e acompanhar sua evolução ao longo do processo de osseointegração?
É justamente nesse cenário que entra o Penguin GO, dispositivo desenvolvido para fornecer ao cirurgião-dentista uma medida objetiva da estabilidade do implante.
Por meio da análise de frequência de ressonância (RFA), o Penguin GO realiza a mensuração e apresenta o resultado em uma escala conhecida como ISQ (Implant Stability Quotient), que varia de 1 a 99.
Na prática, isso permite deixar de observar a estabilidade apenas como uma condição pontual e passar a mensurá-la e acompanhar sua evolução em diferentes momentos do tratamento.
Mas como essa tecnologia funciona? O que significa o ISQ? Quando realizar as medições? E como incorporar o Penguin GO à rotina clínica?
Entenda a seguir.
O que exatamente o Penguin GO mede?
O Penguin GO é um equipamento desenvolvido especificamente para mensurar a estabilidade de implantes dentários.
Para isso, utiliza uma tecnologia chamada RFA — Análise de Frequência de Ressonância. O resultado da análise é transformado em um valor numérico denominado ISQ, ou Coeficiente de Estabilidade do Implante.
A escala varia de 1 a 99 e segue um princípio simples:

Quanto maior o ISQ, maior é a estabilidade medida do implante.
Assim, em vez de trabalhar somente com uma percepção sobre a condição do implante, o profissional acrescenta à avaliação clínica uma informação objetiva que pode ser registrada e comparada posteriormente.
É importante fazer uma distinção: o Penguin GO não “mede a osseointegração” diretamente. Ele mede a estabilidade do implante, permitindo acompanhar alterações nessa estabilidade durante o processo de osseointegração.
Como o Penguin GO realiza a medição?
Apesar da tecnologia envolvida, o processo de mensuração foi desenvolvido para ser simples.
Primeiramente, um componente chamado MulTipeg é conectado ao implante. O profissional então aproxima a ponta do Penguin GO da parte superior desse componente.
O equipamento emite pequenos pulsos magnéticos que interagem com o ímã existente no MulTipeg, fazendo-o vibrar. O Penguin GO detecta essa vibração, calcula sua frequência de ressonância e converte o resultado em um valor ISQ.
O processo pode ser resumido assim:

MulTipeg no implante → Penguin GO → RFA → valor ISQ no visor.
Quando o sinal é recebido, o equipamento emite um bipe e apresenta o resultado diretamente no display.
O fabricante informa precisão de ±1 unidade de ISQ para a mensuração realizada pelo equipamento.
ISQ de 1 a 99: o que esse número significa?
Uma das principais vantagens da tecnologia é transformar a estabilidade em uma informação numérica.
A escala ISQ varia de 1 a 99. Valores mais altos representam maior estabilidade medida, enquanto valores mais baixos representam menor estabilidade.
Mas existe um ponto importante: o ISQ não deve ser entendido apenas como um número isolado.
Uma das aplicações mais interessantes está justamente na possibilidade de acompanhar sua evolução.
O fabricante recomenda realizar uma mensuração no momento do posicionamento do implante para estabelecer um valor basal. Em uma consulta posterior, uma nova mensuração pode ser realizada.
Dessa maneira, o profissional passa a ter pontos objetivos de comparação.
Quando medir a estabilidade do implante?
Imagine uma situação clínica.
Após posicionar o implante, o profissional realiza a primeira mensuração com o Penguin GO e registra o ISQ encontrado.
Esse valor passa a funcionar como uma referência inicial.
Após determinado período de cicatrização, uma nova medição é realizada. A comparação entre os valores permite verificar como a estabilidade daquele implante evoluiu.
Temos, portanto, uma jornada simples:

Segundo as instruções do fabricante, uma alteração do ISQ em uma mensuração posterior reflete uma alteração na estabilidade do implante. Dessa forma, acompanhar a progressão do índice pode oferecer suporte à decisão sobre o momento da carga.
O Penguin GO determina quando realizar a carga?
Essa é uma distinção fundamental.
O Penguin GO não substitui a decisão clínica do cirurgião-dentista.
O ISQ deve ser utilizado como um parâmetro adicional dentro da avaliação do caso.
Isso significa que o equipamento oferece uma informação objetiva sobre a estabilidade, enquanto a decisão final sobre a condução do tratamento continua sendo responsabilidade do profissional, considerando os demais fatores clínicos envolvidos.
A proposta, portanto, não é substituir a experiência clínica.
É acrescentar informação à decisão.
É complicado realizar uma mensuração?
Na rotina, o processo é bastante direto.
O MulTipeg compatível é instalado no implante utilizando seu acionador. O fabricante orienta aperto manual de aproximadamente 6 a 8 Ncm.
Depois, basta ligar o Penguin GO e aproximar sua ponta da parte superior do MulTipeg. Ao identificar o sinal, o aparelho emite um bipe e o ISQ aparece no visor.
Outro ponto interessante é que um mesmo implante pode apresentar estabilidade diferente dependendo da direção da mensuração. Por isso, o fabricante recomenda realizar medições a partir de diferentes direções ao redor do MulTipeg.
O Penguin GO também foi projetado pensando na praticidade clínica: é portátil, possui formato para utilização com uma mão, realiza a leitura sem cabos e funciona com uma pilha alcalina AA padrão de 1,5 V.
E como funciona o Multipeg?
O MulTipeg é uma parte fundamental da mensuração.
Fabricado em titânio, ele contém o elemento magnético que permite ao Penguin GO realizar a análise de frequência de ressonância.

Existem diferentes MulTipegs desenvolvidos para diferentes sistemas e tipos de implantes. Por isso, é fundamental utilizar o modelo correto e compatível com o implante que está sendo avaliado.
Outra dúvida comum é sobre sua reutilização.
O MulTipeg pode passar por esterilização em autoclave conforme o protocolo determinado pelo fabricante. A documentação do produto informa garantia de pelo menos 20 ciclos de autoclave antes de degradação.
Isso possibilita incorporar a tecnologia ao fluxo clínico seguindo os procedimentos adequados de limpeza, inspeção e esterilização.
O que muda na prática com o Penguin GO?
Talvez a maneira mais simples de compreender o valor da tecnologia seja comparar duas perguntas.
Em uma avaliação convencional, o profissional pode se perguntar:
“Este implante apresenta estabilidade adequada?”

Com a mensuração por ISQ, torna-se possível acrescentar:
“Qual é a estabilidade medida deste implante e como ela evoluiu desde a mensuração anterior?”
Essa diferença abre espaço para quatro benefícios importantes na rotina:
Objetividade: a estabilidade passa a contar com uma informação numérica.
Acompanhamento: é possível comparar medições realizadas em diferentes momentos.
Praticidade: a leitura é realizada diretamente no ambiente clínico e apresentada no visor do equipamento.
Mais informação para decidir: o ISQ acrescenta um parâmetro quantitativo à avaliação conduzida pelo profissional.
O Penguin GO faz sentido para a sua rotina?
Para profissionais que realizam procedimentos de implantodontia e desejam acompanhar de maneira objetiva a estabilidade de seus implantes, o Penguin GO acrescenta uma nova informação ao processo de decisão clínica.
Mais do que realizar uma medição isolada, sua principal proposta está na possibilidade de estabelecer uma referência e acompanhar como a estabilidade evolui ao longo do tratamento.
Tudo isso utilizando uma tecnologia não invasiva, em um equipamento compacto e desenvolvido para integração à rotina clínica.
Em outras palavras, o Penguin GO ajuda a transformar uma questão importante da implantodontia, a estabilidade do implante, em uma informação objetiva, mensurável e comparável.
As Smart Pegs são compatíveis com implantes Cone Morse 11,5° de qualquer marca, trazendo mais versatilidade para incorporar a mensuração da estabilidade à rotina clínica.