Casos de dentes multirradiculares com comprometimento apical extenso representam um desafio recorrente na prática clínica: extrair e reabilitar preservando ao máximo a arquitetura óssea remanescente. Neste caso, acompanhamos o passo a passo da reabilitação de um molar inferior com lesão em ambas as raízes, desde a exodontia minimamente invasiva até a instalação da coroa protética definitiva, com destaque para a técnica de separação radicular que possibilitou a preservação do septo ósseo interradicular.
Ficha Técnica do Caso
| Elemento tratado | 46 (primeiro molar inferior direito) |
| Diagnóstico | Lesão apical em raízes mesial e distal |
| Implante utilizado | HIS Ø 4 x 11,5 mm |
| Biomaterial | Preenchimento do gap ósseo remanescente |
| Prótese final | Coroa metalocerâmica |
| Tempo total de tratamento | 6 meses (extração → reabilitação final) |
Diagnóstico e Planejamento
O caso apresentado envolve um primeiro molar inferior direito (elemento 46) de uma paciente com lesão apical em ambas as raízes — mesial e distal. Diante do quadro, a paciente optou pela extração seguida de instalação de implante, descartando a alternativa de retratamento endodôntico com posterior reabilitação por coroa.

[Imagem 1] — Tomografia inicial evidenciando a lesão apical em ambas as raízes do elemento 46

[Imagem 2] — Aspecto clínico inicial do elemento a ser tratado
Exodontia Minimamente Invasiva
Para preservar ao máximo a estrutura óssea, foi realizada uma extração minimamente invasiva. Com o auxílio de uma broca zircônia, procedeu-se à separação da raiz mesial da distal, facilitando a remoção de cada raiz individualmente e preservando o septo ósseo localizado entre elas.

[Imagem 3] — Separação das raízes mesial e distal com broca zircônia

[Imagem 4] — Septo ósseo preservado após a remoção individual das raízes
Instalação do Implante
Com base em exame tomográfico, foi selecionado um implante HIS de Ø 4 x 11,5 mm para a reabilitação do sítio. Após a instalação, o gap ósseo remanescente foi preenchido com biomaterial, visando otimizar a formação óssea ao redor do implante.

[Imagem 5] — Instalação do implante HIS Ø 4 x 11,5 mm no sítio preservado

[Imagem 6] — Implante HIS Ø 4 x 11,5 mm
Período de Osseointegração
Respeitou-se um intervalo de seis meses para a completa osseointegração do implante antes de dar continuidade às etapas seguintes do tratamento.

[Imagem 7] — Controle radiográfico durante o período de osseointegração
Reabertura e Reabilitação Protética
Decorrido o período de espera, foi realizada a reabertura do implante e o acompanhamento da fase protética. O caso foi finalizado com a instalação de uma coroa metalocerâmica, totalizando aproximadamente seis meses entre a extração e a conclusão da reabilitação.

[Imagem 8] — Coroa metalocerâmica confeccionada sobre o munhão, em modelo de trabalho

[Imagem 9] — Radiografia final com implante osseointegrado e coroa instalada

[Imagem 11] — Resultado final da reabilitação

[Imagem 12] — Resultado final da reabilitação
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Dr. Leonardo Soares Ribeiro
Mestrando em Implantodontia pela UnigranRio · Especialista em Implantodontia pela FACOP
Professor de Graduação e Pós-Graduação em Implantodontia e Cirurgia Oral
Coordenador da Pós-Graduação em Implantodontia da Faculdade do Centro Oeste Paulista (FACOP)