Por que devo utilizar enxerto de tecido conjuntivo em implantodontia?

Enxerto tecido conjuntivo

Anos atrás a implantodontia buscava devolver a função aos pacientes, preocupando-se pouco em atingir um padrão estético de excelência, principalmente dos tecidos moles (estética rosa).

Ao realizar a exodontia de um dente, removemos também o ligamento periodontal, comprometendo a irrigação e aporte sanguíneo do osso fascicular, ocasionando uma remodelação óssea e consequente perda do volume da área que pode acarretar problemas funcionais e estéticos.

Considerando que mesmo com a utilização de substitutos ósseos no alvéolo, ainda haverá perda de volume, os enxertos de tecido conjuntivo podem compensar esta discrepância, melhorando o contorno gengival da área e favorecendo o perfil de emergência e estabilizando a margem gengival através de um fenótipo gengival espesso, minimizando a possibilidade de futuras recessões gengivais.

A literatura nos últimos anos tem ainda demonstrado que fenótipos periodontais espessos (2 mm ou mais) e com uma faixa adequada de mucosa queratinizada são desejados ao redor de implantes, por minimizarem a remodelação óssea marginal peri-implantar, favorecerem a higienização, diminuírem os parâmetros periodontais e ainda melhorarem o perfil estético da restauração.

Assim sendo principalmente em regiões estéticas e pacientes com fenótipo periodontal delgado o enxerto de tecido conjuntivo deve ser considerado.

Quer saber mais sobre este assunto? Falaremos sobre mais sobre isso e outros assuntos no PRODIM, evento promovido pela MEDENS nos dias 22 e 23 de julho de 2022. Esperamos vocês lá.

Patrick Alves

Patrick Alves

Especialização em Periodontia – HRAC/USP;
Mestre em Reabilitação Oral – FOB/USP;
Doutor em Reabilitação Oral – FOB/USP;
Professor Periodontia, Implantodontia e Clínica Integrada Unisagrado;
Clínica Privada “Oralle – Bauru”

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